

2026-04-24
Por +Factos
A Revolução de 25 de Abril de 1974 marcou o fim do Estado Novo e o início da transição de Portugal para a democracia, num mundo em que os regimes autoritários eram amplamente dominantes. Em 1974, grande parte da Europa de Leste, África, Ásia e América do Sul viviam sob sistemas não democráticos, situação que incluía também a nossa vizinha Espanha. Cinquenta e um anos depois, em 2025, a democracia está mais espalhada pelo mundo, no entanto, o autoritarismo mantém-se predominante em várias regiões, sobretudo na Ásia e em África.
A Revolução de 25 de Abril de 1974, que pôs fim ao regime autoritário do Estado Novo em Portugal e abriu caminho à democracia, assinala hoje 52 anos. Este acontecimento teve lugar num contexto global muito distinto do atual.
A comparação entre 1974 e 2025 evidencia uma transformação profunda na realidade política dos países. Se em meados da década de 70 o autoritarismo era dominante em grande parte do planeta, o cenário atual mostra uma maior disseminação e consolidação de regimes democráticos.
Em 1974, o mundo encontrava-se amplamente sob regimes autoritários. Na época, Europa de Leste, África, Ásia e América do Sul eram dominadas por regimes não democráticos, tal como a nossa vizinha Espanha. Foi neste contexto que ocorreu a Revolução de 25 de Abril, que derrubou em Portugal um regime autocrático. O processo de transição para a democracia foi tenso e instável e só ganhou contornos institucionais mais definidos em 1976, com a aprovação da Constituição e a realização das primeiras eleições legislativas e presidenciais.
Cinco décadas depois, em 2025, a democracia expandiu-se de forma significativa. A Europa de Leste e a América do Sul são hoje, em larga medida, regiões democráticas, tal como Portugal e Espanha. Ainda assim, na Ásia e em África continuam a prevalecer regimes autoritários, embora muitos assumam a forma de autocracias eleitorais, em contraste com as autocracias fechadas predominantes em 1974.
Apesar desta evolução, o autoritarismo continua a abranger uma parcela substancial da população mundial. Basta considerar que os dois países mais populosos do mundo, a Índia e a China, não são classificados como democracias.
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