Mais Liberdade
  • Instagram
  • Facebook
  • X / Twitter
  • Linkedin
  • Youtube

2026-05-28

Por +Factos

Declínio salarial entre gerações: quadros médios ganham menos 8% de salário líquido real do que em 2003

Os salários nominais dos trabalhadores qualificados aumentaram ao longo das últimas décadas, mas isso não se traduziu necessariamente em maior poder de compra. A comparação entre duas gerações de trabalhadores enquadrados na categoria de quadro médio mostra que, mesmo exercendo funções semelhantes e possuindo qualificações comparáveis, os trabalhadores mais jovens podem hoje ganhar menos em termos reais do que os seus pais. Depois de ajustados à inflação, os rendimentos líquidos atuais revelam uma perda real face aos valores auferidos há duas décadas, refletindo o impacto combinado do fraco crescimento salarial, da carga fiscal e do aumento do custo de vida.

Se tens a mesma profissão que os teus pais, é possível que estejas a ganhar menos do que eles.

Um exemplo prático: Maria e Beatriz, mãe e filha, pertencem a gerações diferentes, mas têm percursos profissionais muito semelhantes. Beatriz tem a mesma profissão da mãe com a sua idade, exerce funções enquadradas na categoria profissional de quadro médio. Possuem qualificações comparáveis e desempenham responsabilidades semelhantes dentro da mesma empresa.

A categoria dos quadros médios abrange trabalhadores com elevada qualificação técnica, como chefes de departamento, gerentes de loja, gestores de produto comercial, analistas de sistemas, fisioterapeutas, educadores de infância e outros profissionais especializados.

Apesar de a Beatriz se ter empenhado para conseguir uma boa oportunidade profissional, leva hoje para casa um rendimento com menos poder de compra do que a mãe recebia, há mais de vinte anos. Depois dos descontos para o IRS e a Segurança Social — a que acresce ainda a contribuição patronal de 23,75% suportada pela entidade empregadora — o salário líquido mensal da Beatriz ronda os 1.342 euros. Já a Maria, em 2003, recebia 976 euros líquidos, que, atualizados pela inflação, correspondem atualmente a quase 1.500 euros mensais.

Isto significa que, apesar de os salários nominais terem aumentado ao longo das últimas décadas, o poder de compra real dos quadros médios diminuiu. Em termos reais, para desempenhar funções semelhantes, a nova geração recebe menos do que a anterior

(nota: Os nomes e a entidade empregadora são fictícios. Os valores refletem médias reais em Portugal para a categoria profissional analisada.)

Instituto +Liberdade

Em defesa da democracia-liberal.

info@maisliberdade.pt
+351 936 626 166

© Copyright 2021-2026 Instituto Mais Liberdade - Todos os direitos reservados

Este website utiliza cookies no seu funcionamento

Estas incluem cookies essenciais ao funcionamento do site, bem como outras que são usadas para finalidades estatísticas anónimas.
Pode escolher que categorias pretende permitir.

Este website utiliza cookies no seu funcionamento

Estas incluem cookies essenciais ao funcionamento do site, bem como outras que são usadas para finalidades estatísticas anónimas.
Pode escolher que categorias pretende permitir.

Your cookie preferences have been saved.