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2025-11-21

Por +Factos

Evolução da mortalidade materna nos países da Europa, entre 2011-2013 e entre 2021-2023

Portugal registou o 2.º maior aumento de mortalidade materna na Europa na última década, segundo dados da OCDE. Entre 2011-13 e 2021-23, o país passou de 5,2 para 14 mortes por 100 mil nascimentos, tornando-se o 4.º pior país do continente. Enquanto países como Islândia e a Irlanda praticamente eliminaram a mortalidade materna, Portugal apresenta uma tendência oposta, levantando preocupações sobre o acesso e a qualidade dos cuidados maternos. O aumento recente é visto como um sinal de pressão crescente sobre os serviços de saúde obstétrica.

Nos últimos dez anos, Portugal registou uma das evoluções mais preocupantes da Europa em matéria de mortalidade materna.

Segundo dados da OCDE (Health at a Glance 202"), o país foi o 2.º da Europa onde a mortalidade materna mais aumentou entre 2011-13 e 2021-23: passou de 5,2 para 14 mortes por 100 mil nascimentos, um crescimento de +8,8 pontos.

Esta inversão é particularmente significativa, porque coloca Portugal como o 4.º pior país europeu, logo após países de leste, que não são propriamente referências em termos de cuidados de saúde, como a Letónia, a Roménia e a Hungria.

A mortalidade materna é um indicador central da qualidade dos cuidados de saúde, da capacidade de resposta do sistema e das condições de acompanhamento da gravidez, parto e pós-parto. O agravamento verificado em Portugal sugere fragilidades acumuladas na organização dos serviços, dificuldades de acesso a cuidados obstétricos e pressão crescente sobre maternidades e seus profissionais.

Ao mesmo tempo, outros países europeus conseguiram evoluções positivas relevantes: a Islândia e a Irlanda reduziram drasticamente estes casos e eliminaram praticamente a mortalidade materna, e Turquia, Lituânia, Estónia, Suíça, Dinamarca, Eslováquia e Noruega, também apresentam melhorias bastante significativas.

A tendência portuguesa, sendo recente e abrupta, exige atenção. O aumento da mortalidade materna não é apenas um alerta estatístico — é um sinal crítico sobre a capacidade do sistema de saúde proteger mulheres e recém-nascidos em momentos de maior vulnerabilidade.

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